sábado, 21 de maio de 2016

MISC-PB realizou workshop "Revisitando a Terapia Comunitária Integrativa"

Ontem foi realizado um workshop "Revisitando a Terapia Comunitária Integrativa," pela equipe do MISC-PB (Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba), em João Pessoa, PB. 

Um tempo para que a pessoa se volte para si mesma, trabalhe suas emoções, reconecte com seus valores e com a sua história de vida. 

Este ano, será realizado um encontro com as mesmas características, todo mês. 

Estas atividades estão abertas à comunidade em geral, e contribuem para o auto-conhecimento, a construção de vínculos solidários, e a diminuição do sofrimento mental. 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Revisitando a Terapia Comunitária Integrativa

O Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba-MISC-PB está oferecendo um workshop para terapeutas comunitários/as:



sexta-feira, 25 de março de 2016

A Terapia Comunitária Integrativa no enfrentamento da violência, dependência e estresse

Por Adalberto Barreto

Palavras de abertura do VIII Congresso Brasileiro e V Congresso Internacional de Terapia Comunitária Integrativa, Ouro Preto, MG, 16 a 19 de setembro de 2015. Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto.
Nós Terapeutas Comunitários do Brasil e de outros países, estamos nos reunindo pela oitava vez, para refletirmos sobre nossas ações e compartilharmos nossas experiências. Desta vez, teremos como tema central uma reflexão sobre a Terapia Comunitária Integrativa no enfrentamento da violência, dependência e estresse.
Todo ser humano nasce incompleto e por isso, necessita do outro para viver. Esta falha inata, que podemos chamar de “precariedade sadia”, é o motor da construção dos vínculos inter-humanos, familiares e sociais. «Os seres humanos, livres e iguais em direito, nascem e permanecem precários ao longo de suas vidas, a medida em que eles absolutamente precisam dos outros para viverem.»
(1) Esta precariedade saudável nos lembra que precisamos ser protegidos em nossa fragilidade, acolhidos com afeto, respeitados em nossa singularidade, reconhecidos em nossa diferença, apoiados em nossa ação, valorizados pelo que somos e não pelo que produzimos.
O crescimento econômico, defendido pela Política neoliberal, é obtido atualmente por meios pouco humanos, que causam imensos sofrimentos; tem destruído recursos socioculturais, e tornado as pessoas mais dependentes e menos autônomas; tem fragilizado os princípios da vida: a confiança em si mesmo, nos outros e no futuro, bem como, provocado o empobrecimento da capacidade de agir.
(2) A política neoliberal que domina o mundo pela sua avidez, pelo lucro, não oferece nenhum horizonte social promissor e tem provocando efeitos psicossociais graves na sociedade. Tem se tornado numa máquina de excluir e concentrar riquezas, aumentando o número de pobres e os excluindo da partilha de bens, gerando frustrações e violências.
Pelo excesso de competitividade e de avidez de lucros, da pilhagem e da contaminação dos recursos naturais indispensáveis à vida, essa ideologia, atinge os indivíduos, a família e os grupos humanos. Tudo isso tem ocasionado fraturas nos vínculos humanos e fragilizando-os em um contexto marcado pela competitividade, desconfiança e insegurança, gerando uma “precariedade pervertida”, “negativa”, agravando o quadro da saúde mental.
Precisamos estar atentos, como cuidadores, para não transformarmos a “precariedade saudável” em “precariedade doentia”, agravando o quadro de desespero, gerando sofrimentos. Se na vida saudável já precisamos uns dos outros, na doença e no sofrimento, precisamos ainda mais. Na doença, o individuo fica ainda mais vulnerável, gerando uma total dependência do cuidador, que pode infligir ao paciente um sofrimento ainda maior do que sua própria doença.
Por isso, nós Terapeutas Comunitários, precisamos estar atentos para não gerar uma precariedade doentia que transforma o outro em um objeto de nossa intervenção. É verdade que o cuidado se situa no campo da precariedade, da vulnerabilidade. Não podemos esquecer que cada participante da Roda de TCI é um parceiro ativo e que ele dispõe de recursos pessoais, familiares e culturais de suma importância em seu processo de superação das dificuldades.
Descobrimos que a precariedade, está também em nossos modelos, em nossa visão de mundo. É a consciência destas limitações, que nos leva a pedirmos apoio aos colegas, a termos uma ação interdisciplinar e nos cuidarmos. Dai porque os congressos oferecem oportunidades para nos enriquecermos com a experiência de outros colegas em outros contextos.
Numa sociedade cada vez mais individualista e excludente, provoca efeitos psicossociais, que comprometem simultaneamente o individuo e o vínculo social e atingem a saúde mental de todos. Uma sociedade que exclui e impede as pessoas de exercer suas potencialidades naturais e culturais, tornando-as mais frágeis, vulneráveis e dependentes.
Este sentimento de incapacidade, de descrença em seus próprios potenciais reforça a marginalização dos indivíduos dentro do corpo social e os conduz a auto-boicotes e violências fratricidas. Este contexto tem forte potencialidade a tornar os humanos enlouquecidos pela angustia e incertezas no que se refere aos vínculos sociais e atinge as bases simbólicas das culturas e das pessoas.
Somos uma pluralidade étnica afro-indígena-europeu-asiática. Esta pluralidade é uma riqueza para toda a sociedade brasileira. Querer impor apenas uma maneira de ver e cuidar seria de uma pobreza imensa. Talvez o espírito predador do colonizador ainda precisa ser trabalhado, quando pretendemos acolher o sofrimento do outro.
A maioria das vezes, a relação de ajuda é baseada numa relação vertical onde ha um especialista que doa e um indivíduo que recebe. Ora, esta atitude priva o profissional da extraordinária riqueza do saber adquirido pela experiência de vida de cada um, sobretudo daquela pessoa que vive grande dificuldade.
Paulo Freire, no campo da educação, (3) nos lembra que toda aprendizagem é uma construção comum e que não se pode realmente aprender, se não aprendemos alguma coisa com o outro. Nossa experiência com a Terapia Comunitária Integrativa nos mostra que ocorre a mesma coisa na relação de ajuda. Na arte de cuidar como na arte de educar, existe uma circularidade.
Eu ensino e eu aprendo com o outro. Neste momento de partilha de experiência vamos guardar a simplicidade como vetor destes encontros. A Complicação é um instrumento de poder, que deseja impor sua superioridade afirmando que seu saber é tão complexo que o outro deve submeter a si. A simplicidade nos permite abandonar, se livrar do poder sobre os outros para poder ser com os outros.
A simplicidade nos permite resgatar o essencial – ‘menos papel em torno do bombom’. Precisamos encontrar em cada um de nós a criança interior, resgatar a sabedoria tradicional de nossos antepassados. Teorizar pouco e sempre a partir da experiência vivenciada. A aprendizagem não consiste em acrescentar complexidade aos conhecimentos, mas ao contrário, desnudar-se.
Desejo a cada congressista, que aproveite esta oportunidade para agregar valor a sua prática. Estamos reunidos para compartilhar experiências do que se vive e não impor aos outros o que se sabe.
Fortaleza, 27 de agosto 2015

sábado, 31 de outubro de 2015

A Terapia Comunitária Integrativa e a recuperação da pessoa humana

Por Rolando Lazarte*

Você pode ser quem você é. Você pode estar aqui, presente. 

Dias atrás, e agora, estas palavras tem vindo à minha mente com força. Você pode ser quem você é. Você já pensou nisso? Você não precisa se tornar outra pessoa, você pode ser a pessoa que você é. Isto parece absurdo, ou uma obviedade, mas não o é. 

A maior parte de nós, desde pequeno, aprende a se distorcer para agradar, aprende a negar a si próprio, para ser aceito ou aceita. A vida vai indo, o tempo vai passando, e as distintas circunstâncias, as sucessivas adaptações, vão nos distanciando tanto do ser que somos, que em algum momento, podemos não saber mais quem somos. 

A cultura, a sociedade, vão pressionando no sentido da des-personalização. Mas essas mesmas cultura e sociedade, também criam, simultâneamente, mecanismos de recuperação da pessoa humana. Mecanismos que trazem a pessoa de volta para ela mesma. 

Melhor dizendo, esses mecanismos, criam possibilidades concretas para que a pessoa possa novamente ser quem ela é. A pessoa encontra espaços em que é aceita, em que ela não precisa se negar para ser admitida no meio das outras pessoas. 

A Terapia Comunitária Integrativa é um desses espaços, é um desses mecanismos que estimulam o auto-reconhecimento e a auto-aceitação da pessoa tal qual ela é. Eu comecei a contatar a TCI em 2004, quando ela chegou em João Pessoa, no conjunto dos Ambulantes, em Mangabeira. 

E, a partir desse momento, não pude mais deixar de seguir na trilha do auto-conhecimento e da auto-aceitação. Este caminho é contínuo. Eu me via no meio de pessoas simples, pobres materialmente, mas ricas humanamente. Elas tinham uma alegria de viver. 

Eu via elas cada vez mais alegres, mais contentes consigo próprias, mais motivadas para viver uma vida mais autêntica. Isto ia me contagiando. Também ganhei coragem, e trouxe para a roda as dores e dificuldades que me atormentavam. 

Ao invés de explicações e interpretações ou conselhos, encontrei acolhimento e compreensão, simpatia e apoio. Tinha passado durante anos por diversos tipos de terapias, e cada vez estava mais longe de mim mesmo, afundado cada mais no estranhamento e na depressão. 

Comecei a voltar, fiz a minha formação em TCI, e comecei a colaborar em formações em TCI e em sensibilizações, acompanhando também cursos de Cuidando do Cuidador. Incorporei-me à rede da TCI. 

Hoje posso dizer que para mim, a mensagem essencial e mais efetiva da TCI para a pessoa que está em busca dela mesma é: você pode ser. Você pode ser você mesmo, exatamente do jeito que você é. E esta mensagem chega a você de maneira ao mesmo tempo compreensiva, racional, lógica, e vivencial, emocional, experimental. 

domingo, 25 de outubro de 2015

A pedagogia de Paulo Freire e a Terapia Comunitária Integrativa

Por Rolando Lazarte*

Há vários aspectos da pedagogia de Paulo Freire que se encontram incorporados na Terapia Comunitária Integrativa. Dentre eles, cabe aqui mencionar a criticidade (como oposta à visão ingênua, alienada, do mundo), a contextualização, a problematização, o caráter dialógico da construção do conhecimento --e, mais, da construção da realidade--, a noção do opressor introjetado no oprimido –como um obstáculo à liberdade-- , e a noção de que o processo educativo é sempre de duas vias: todos aprendem, o educador e o educando, isto é: todos somos educadores-educandos, por um lado, e, por outro, a noção de que todos somos geradores de saberes e de visões de mundo irredutíveis umas às outras, em um movimento contínuo de mútua contradição e complementariedade. A compreensão de que a vida é um processo incompleto, é outra das características do pensamento de Paulo Freire.

Estas noções são algumas que se apresentam como relevantes. Podem parecer muito simples, mas –talvez como conseqüência dessa mesma simplicidade-- o seu efeito libertador nas rodas de Terapia Comunitária Integrativa, e na formação de terapeutas comunitários –toda terapia comunitária tende a ser um processo constante de auto-descoberta e libertação—é muito evidente e constante.

Ver as coisas em processo, se ver no processo de oposições e de contradições que é a vida. Poder se ver no contexto das circunstâncias em que cada um foi sendo moldado, passando a ser um analista de si mesmo e das pessoas em redor, e não mais espectador passivo. Se perceber como co-responsável na criação das circunstâncias em que se vive e se luta, nas quais se descobrem recursos próprios e coletivos para a emancipação do que oprime, e não mais como vítima. Se perceber, portanto, como sujeito construtor de modos de vida e visões de mundo, de relações sociais que oprimem, mas também podem e devem libertar, em outras palavras, assumir a pessoa que se é e que se está sendo, o destino que se quer realizar. Ou seja: sujeito ativo, criativo, capaz (o eu posso individual e coletivo), autor das próprias escolhas e dono da própria vida. Tudo isto em movimento, ou seja: não mais a vida como passividade, submissão, aquiescência, mas como atividade, criatividade, compromisso consciente.

É possível reconhecer no pensamento de Paulo Freire, a marca de pensadores como Sócrates, Karl Marx, Max Weber, e Martin Buber. Os ensinamentos de Jesus Cristo também tem sido rastreados como uma das fontes de inspiração da pedagogia freireana1

A pedagogia de Paulo Freire é muito mais do que os procedimentos que costumam ser citados ao se referir a ela. Tal como a Terapia Comunitária, o método Paulo Freire é uma forma de ver o mundo, de ler a realidade e a si mesmo, de agir significativamente em grupo e individualmente, a partir de valores e formas de perceber geradas num encontro mutante com a matriz socio-cultural e histórica a que se pertence. As tentativas de resumir estes dois grandes movimentos sociais --em boa medida entrelaçados e mutuamente implicados—a alguns dos seus traços carcterísticos, podem levar a visões estereotipadas afastadas do que se quer conhecer, isto é: dois grandes movimentos sociais gerados no Nordeste brasileiro, expandidos pelo país inteiro, em perpétuo processo de mudança interna, avançando de maneira lenta, mas firme, em direção a formas mais humanas de existência. O movimento de educação popular de Paulo Freire e a Terapia Comunitária Integrativa agem pela base, a partir de movimentos sociais, ou os gerando, modificando a consciência do oprimido em direção à sua libertação prática, não teórica ou ideológica.

Um dos eixos desta ação libertadora, talvez o principal, no meu ponto de vista neste momento, é a recuperação da auto-estima de pessoas e comunidades. Esta recuperação da auto-estima, está ligada à libertação da pessoa e das comunidades, dos estereótipos e dos preconceitos internalizados, que os faziam se repudiar e se desconhecerem a si mesmos, por terem introjetado a visão do opressor. Isto fica claro numa menção que Paulo Freire faz em A pedagogia da Autonomia, á forma como um favelado passou a ver a si mesmo, já não mais como uma vítima ou alguém indesejável, mas como m sujeito vitorioso, vencedor, por ter-se organizado e mobilizado coletivamente em favor do bem comum. Na Terapia Comunitária Integrativa, esta mesma recuperação da auto-estima, ocorre a partir do momento em que as pessoas passam a se perceberem já não apenas enquanto alguém que cumpre obrigações, papéis sociais, mas como alguém com direito a existir, a ser ele mesmo, a pessoa, o ser humano que é, e não o eu os outros pensam a seu respeito ou o que os outros querem que a pessoa seja.

A pedagogia de Paulo Freire foi gestada em um contexto de mobilização social e política latino-americana e mundial, no fim dos anos 1950 e começo dos anos 1960. Era um período marcado por rebeliões estudantis e por mudanças políticas em direção ao socialismo. Em A pedagogia do oprimido, Paulo Freire questiona o revolucionarismo, como oposto à radicalidade. No primeiro, se mantém ou pretende-se manter a tutela sobre os oprimidos, em nome da sua libertação. A segunda, envolve uma mudança geral, em que os que tosas as pessoas se mobilizam na construção de uma sociedade emancipada.

As advertências de Paulo Freire resultam proféticas, olhando retrospectivamente o panorama dos processos políticos das últimas décadas no nosso continente e no mundo. Em particular, o agir dos movimentos guerrilheiros e dos regimes do chamado socialismo real, bem como as ditaduras e as suas continuidades neoliberais.

A vigência e o vigor da sua pedagogia permanecem atuais, na medida em que outros movimentos sociais, como a Terapia Comunitária Integrativa, aprenderam estas lições; cada um de nós é o mundo a ser mudado, e não há líderes nem partidos ou instituições que possam nos libertar, se não assumirmos nós mesmos a responsabilidade e as conseqüências de termos tomado a decisão de sermos os autores do nosso próprio destino, com autonomia.
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* Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental Comunitária da Universidade Federal da Paraíba GEPSMEC-UFPB, e do Movimento de Saúde Comunitária da Paraíba MISC-PB. Sociólogo e terapeuta comunitário.
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1 Alder Julio Ferreira Calado, “Rastreando fontes da utopia freireana: marcas cristãs e marxianas do legado de Paulo Freire”: http://consciencia.net/rastreando-fontes-da-utopia-freireana-marcas-cristas-e-marxianas-do-legado-de-paulo-freire-por-alder-julio-ferreira-calado/

terça-feira, 2 de setembro de 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Terapia Comunitária Integrativa: uma construção coletiva do conhecimento - livro em PDF












O primeiro livro sobre pesquisas em TCI encontra-se disponível aqui: https://drive.google.com/file/d/0B4KS2GvQoLgHcjIyMy1SLV9sZFU/edit?usp=sharing

Publicado pela Editora Universitária da Universidade Federal da Paraíba, é uma realização do GEPSMEC-Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental Comunitária da UFPB e do MISC-PB/Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba.

Comentários: marfilha@yahoo.com.br, elzarat@gmail.com, mariadjair@yahoo.com.br

domingo, 27 de outubro de 2013

A pesquisa em Terapia Comunitária Integrativa é tema de evento em Cajazeiras, PB

A pesquisa sobre a TCI é fundamental para o aprimoramento desta forma de ação social que diminui o sofrimento mental das pessoas e comunidades. No dia 7 de novembro será realizada em Cajazeiras, PB, uma conferência sobre "A pesquisa e a Terapia Comunitária: caminhos e desafios", ministrada pelas docentes do Programa de Posgraduação em Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da UFPB, Profas. Dras. Maria Djair Dias e Maria de Oliveira Ferreira Filha.

No mesmo evento, será lançado o livro Terapia Comunitária Integrativa: uma construção coletiva do conhecimento, organizado pelos Professores/as Dres/as Maria de Oliveira Ferreira Filha, Rolando Lazarte e Maria Djair Dias.

Veja a programação completa neste site: http://iconferenciageralfaspisec.webnode.com/news/dia-07-11-2013/

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Adquira já o seu exemplar do livro Terapia Comunitária Integrativa - Uma construção coletiva do conhecimento!

Encontra-se à venda o livro Terapia Comunitária Integrativa – Uma construção coletiva do conhecimento, organizado pelos Professores Dres. Maria de Oliveira Ferreira Filha, Rolando Lazarte e Maria Djair Dias. Reúne estudos e pesquisas universitárias sobre a Terapia Comunitária Integrativa no Brasil. Apresenta a Terapia Comunitária Integrativa desde várias perspectivas interpretativas e disciplinares, tornando-se um material indispensável para a formação em TCI.

Preço: 60,00 reais (frete incluído)

O depósito identificado deve ser efetuado em nome da Associação de Terapeutas Comunitários da Paraíba (MISC-PB) no Banco do Brasil, Agência 1636-5, Conta corrente: 55181-3, e o comporvante deve enviado para este e-mail: elzarat@gmail.com, com o endereço completo (incluindo CEP) aonde deve ser enviado o livro.

Nosso CNPJ: 09.222.281/0001-00

Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba (MISC-PB)

domingo, 8 de setembro de 2013

Obra de referência sobre Terapia Comunitária Integrativa foi lançada na Bienal do Livro do Rio de Janeiro

O livro Terapia Comunitária Integrativa – Uma construção coletiva do conhecimento, organizado pelos Professores Dres. Maria de Oliveira Ferreira Filha, Rolando Lazarte e Maria Djair Dias, foi lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 31 de agosto. Trata-se do primeiro livro que reúne estudos e pesquisas em Terapia Comunitária Integrativa (TCI) no Brasil. Foi escolhido pela Editora Universitária da UFPB como um dos mais representativos da sua produção. O livro apresenta a Terapia Comunitária Integrativa desde várias perspectivas interpretativas e disciplinares, o que enriquece o estudo desta nova forma de agir em comunidade.

A Terapia Comunitária Integrativa-TCI é um fato social novo, uma nova forma de ser e de existir em sociedade. Uma nova maneira das pessoas olharem para si mesmas, valorizarem as suas competências, resgatando a sua auto-estima e o seu projeto de vida. O indivíduo na sociedade capitalista é construído como oposto ao comunitário. Na TCI, ao contrário, a pessoa descobre o quanto há em si mesma, de comunitário. Ela somente se resgata na sua plenitude, em redes relacionais, redes sociais e comunitárias.

A pesquisa sobre a TCI resgata esta novidade na sociedade atual: a emergência de um eu comunitário, um eu auto-reconhecido na própria história de vida, na própria matriz cultural. Este livro recolhe várias pesquisas e estudos que focalizam esta nova forma de ser, fazer e sentir, que é, também, uma nova maneira de conhecer. Ou, muito provavelmente, uma muito antiga maneira de conhecer ressuscitada. A valorização da experiência pessoal de cada um, de cada uma, é posta no centro desta caminhada de recuperação da identidade humana.

O Prof. Dr. Adalberto Barreto, criador desta tecnologia de cuidado, apresenta ao mundo os resultados de um longo trajeto em busca de um ser humano mais pleno, mais feliz, mais reencontrado consigo mesmo, em que confluem o conhecimento científico e a sabedoria popular. O Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental Comunitária da Universidade Federal da Paraíba oferece aos estudiosos da TCI e ao público em geral, esta obra pioneira na pesquisa científico-social.

Este livro se destina a terapeutas comunitários, estudantes de graduação e pós-graduação, mas também a profissionais que buscam novos caminhos na pesquisa e que ainda não fecharam os olhos para o novo, o criativo. Aposta-se na interlocução com outros pesquisadores e abre-se espaço para interrogações. Não basta mudar, é preciso mostrar como é que se muda, para melhor, em ações moleculares de grande impacto, como a TCI.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Lançamento do livro "Terapia Comunitária Integrativa: uma construção coletiva do conhecimento" na Bienal Internacional do Livro/Rio de Janeiro/2013

Este livro será lançado no dia 31 de agosto de 2013, na Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro, às 17 hs. É resultado de mais de 4 anos de trabalho, e reúne pesquisas e estudos (dissertações de mestrado) realizadas em diversos estados do Brasil. Local do evento: Riocentro - Avenida Salvador Allende 6555 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, RJ - Estande da ABEU DO3/CO4 Pavilhão Laranja

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Livro Terapia Comunitária Integrativa Sem Fronteiras


Este livro é de suma utilidade para as formações em TCI, bem como para as pesquisas sobre a Terapia Comunitária Integrativa.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

LIVROS E CAPÍTULOS DE LIVROS SOBRE TERAPIA COMUNITÁRIA

2013 - FERREIRA FILHA, M.O.; DIAS, M.D.; LAZARTE, R. "Terapia comunitária integrativa: uma construção coletiva do Conhecimento. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2013.
346p.
https://drive.google.com/file/d/0B4KS2GvQoLgHQXM1VS1tTlpfSWc/view?usp=sharing

2010 - FERREIRA FILHA, M.O.; DIAS, M.D.; LAZARTE, R.; HOLANDA, V.R.; ANDRADE, F,B. "Terapia Comunitária: uma estratégia de promoção da saúde mental na atenção básica." In: NOBREGA, M.M.L.; SILVA, A.O.; Saúde e Realidade. V.3; João Pessoa: Editora Universitária da UFPB,pp. 47-66
http://www.4shared.com/document/KKd1fPmk/Capitulo_de_livro_TERAPIA_COMU.html


2010 - SILVA, Maria Aurea Bittencourt; SARAIVA, Jandira de Barros; OLIVEIRA, Marluce Tavares. “Dependência química e vivências de escuta: A abordagem da Terapia Comunitária”, in SILVA, Gilberto Lucio (org), Drogas: Políticas e práticas (São Paulo, Roca), pp. 143-153.

2010 - LAZARTE, Rolando. Terapia Comunitária: Reflexões (João Pessoa, mimeo)
https://drive.google.com/file/d/0B4KS2GvQoLgHaHlwNVZDcUhIUk0/view?usp=sharing

2010 – SOUZA, Marli Olina (org) Articulando redes sociais (Porto Alegre: Editorial CAIFC), 136 p.

ARTIGOS CIENTÍFICOS SOBRE TERAPIA COMUNITÁRIA

2015 - FERREIRA FILHA, M. O e LAZARTE, R. O terapeuta comunitário como produtor do conhecimento. Revista Temas em Educação e Saúde, UNESP-Araraquara, SP. (v. 11) pp. 1-12 http://seer.fclar.unesp.br/tes/article/view/9170

2015 - SIMONI DE MELO, Paula, ROCHA RIBEIRO, Lucia Rosa, LIMA RIBEIRO CORRËA DA COSTA, Aldenan, UREL, Denner Regis. Repercussões da terapia comunitária integrativa nas pessoas doentes renais durante sessão de hemoiálise. Revista de Pesquisa Cuidado e Fundamental On line  abr./jun. 7(2):2200-2214 http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental

2013 - BRAGA DE AZEVEDO, Elisângela; CAVALCANTI CORDEIRO, Renata; PIMENTEL COSTA, Lorena de Farias; SENA GUERRA, Camilla de; FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira; DIAS, Maria Djair. Pesquisas Brasileiras sobre Terapia Comunitária Integrativa. Revista Brasileira de Pesquisas em Saúde. Vitória (13) 3: 114-120, jul-set. http://periodicos.ufes.br/RBPS/article/view/6333/4667

2013 - CAVALCANTI CORDEIRO, Renata; BRAGA DE AZEVEDO, Elisângela; VIEIRA BRAGA, Lucineide Alves; SOUSA DA SILVA, Juliana Jamaica; CASTRO SILVA, Priscilla Maria; FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira. Inclusão de pessoas em situação de sofrimento psíquico a través da Terapia Comunitária Integrativa. Revista Enfermagem UFPE on line, Recife, 7(11):6317-21, nov., 2013. http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/

2013 - ALVES DA ROCHA, Ianine; PINTO DE SÁ, Aralinda Nogueira; VIEIRA BRAGA, Lucineide Alves; FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira; dias, Maria Djair. Terapia Comunitária Integrativa: situações de sofrimento emocional e estratégias de enfrentamento apresentadas por usuários. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 34, n. 3, pp. 165-162. http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/22919/27276

2013 - PINHEIRO DE CARVALHO, Mariana Albernaz; DIAS, Maria Djair; NUNES DE MIRANDA, Francisco Arnoldo; FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira. Contribuições da terapia comunitária integrativa para usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): do isolamento à sociabilidade libertadora. Cadernos de Saúde Pública, vol.29, no.10 Rio de Janeiro outubro, pp. 2028-2038 http://www.scielo.br/pdf/csp/v29n10/a19v29n10.pdf

2012 - CURUBETO GODOY, Maria Gabriela; FERNANDES VIANA, Ana Paula; DE VASCONCELOS, Kamilla Angélica G.; BONVINI, Otorino. O compartilhamento do cuidado em saúde mental: uma experiência de cogestão de um centro de atenção psicossocial em Fortaleza, CE, apoiada em abordagens psicossociais. Saúde e Sociedade, vol.21 supl.1 São Paulo May http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902012000500013

2011 - LEITE SILVA, Vagna Cristina; LEITE DE SOUZA, Gleci Mery; CASTRO SILVA, Priscilla Maria; BRAGA DE AZEVEDO, Elisângela; FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira; LIMEIRA ESPÍNOLA, Lawrencita. A contribuição da Terapia Comunitária no processo saúde-doença. Cogitare Enfermagem, Vol. 16, No 4 http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/cogitare/article/view/23030

2011 - CAVALCANTI CORDEIRO, Renata; BRAGA DE AZEVEDO, Elisângela; SOUSA DA SILVA, Maria do Socorro; FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira; CASTRO SILVA, Priscilla Maria; NASCIMENTO DE MORAES, Marina. Terapia Comunitária Integrativa na Estratégia de Saúde da Família: Análise acerca dos depoimentos dos seus participantes. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 9, n. 2 (192-201). Disponível em: http://revistas.unincor.br/index.php/revistaunincor/article/view/150

2010 - FERREIRA FILHA, M. O.; CARVALHO, M.A.P.; A terapia comunitária em um centro de atenção psicossocial: (des)atando pontos relevantes. Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) 2010 jun;31(2):232-9. disponível em: http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/issue/current

2010 - ANDRADE, F.B; FERREIRA FILHA, M.O; DIAS, M.D.; SILVA, A. O.; COSTA, I.C C.; LIMA, É. A.R.; MENDES C. K. T. T. Promoção da saúde mental do idoso na atenção básica: as contribuições da terapia comunitária. Texto contexto - Enferm. v.19. n.1. Florianópolis. jan./mar. 2010. disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-070720100001&lng=pt&nrm=iso

2010 - FERREIRA FILHA, M.O.; DIAS, M.D.; LAZARTE, R.; HOLANDA, V.R.; ANDRADE, F,B. Terapia Comunitária: uma estratégia de promoção da saúde mental na atenção básica. In: NOBREGA, M.M.L.; SILVA, A.O.; Saúde e Realidade. V.3; João Pessoa: Editora Universitária UFPB; 2010. p 47-66

2009 - FERREIRA FILHA. M. O.; DIAS, M. D.; ANDRADE, F.B.; LIMA, E.A.R.; RIBEIRO, F.F.; SILVA, M.S.S.; A terapia comunitária como estratégia de promoção à saúde mental: o caminho para o empoderamento. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009;11(4):964-70. disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n4/v11n4a22.htm

2008 - ROCHA, I. A.; BRAGA, L.A.V.; TAVARES, L.M.T; ANDRADE, F.B.; FERREIRA FILHA, M.O.; DIAS, M.D; SILVA, A. O. A terapia Comunitária como um instrumento de cuidado para a saúde mental do idoso. Rev. bras. enferm. vol.62. no.5. Brasília set./out. 2009 Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000500006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

2007 – HOLANDA, V. R.; DIAS, M.D; FERREIRA FILHA, M. O.; Contribuições da terapia comunitária para o enfrentamento das inquietações de gestantes. Rev. Eletr. Enf. [Internet] 2007;9(1):79-92. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n1/v9n1a06.htm

2006 - GUIMARÃES, F. J.; FILHA, M. O. F. REPERCUSSÕES DA TERAPIA COMUNITÁRIA NO COTIDIANO DE SEUS PARTICIPANTES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 404 - 414, 2006. Disponível em http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a11.htm












quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

TESES, DISSERTAÇÕES E MONOGRAFIAS SOBRE TERAPIA COMUNITÁRIA

2015 - MARIA LUCIA DE ANDRADE REIS. O significado da capacitação em Terapia Comunitária Integrativa na vida do terapeuta comunitário. CAIFCOM-Centro de Atendimento, Ensino e Pesquisa do Indivíduo, Família e Comunidade. Faculdade Evangélica do Meio Norte. Porto Alegre, RS, 2015.

2015 - MENDONÇA SARAIVA, Alynne. Histórias de mulheres cuidadas por práticas integrativas complementares: um estudo etnográfico. Tese de doutorado.  Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://tede.biblioteca.ufpb.br/bitstream/tede/7637/2/arquivototal.pdf 

2013 - OLIVEIRA GOMES, Doralice. A expansão da Terapia Comunitária Integrativa no Brasil e sua inserção em ações de políticas públicas nacionais. Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduaçào em Saúde da Família, Mestrado em Saúde da Família, Sobral. https://drive.google.com/file/d/0B4KS2GvQoLgHR2dER3hDcEc3TU82UE0yVlhoeEJVVVhmOG1J/edit?usp=sharing

2014 - MARINA NASCIMENTO DE MORAES. A Terapia Comunitária Integrativa no sertão paraibano: avanços e desafios no contexto do SUS. Dissertação de mestrado. Universidade federal da Paraíba. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. http://tede.biblioteca.ufpb.br:8080/handle/tede/5154

2013- MARIANA ALBERNAZ PINHEIRO DE CARVALHO. Contribuições da Terapia Comunitária Integrativa para usuários e familiares de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS): História oral temática. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Curso de Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba. https://docs.google.com/…/0B4KS2GvQoLgHTEh3MlE4b0dUYlU/edit…

2010 - MÁRCIA RIQUE CARÍCIO. Terapia Comunitária: Um encontro que transforma o jeito de ver e conduzir a vida. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Curso de Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba
http://www.4shared.com/document/6mdp84Pg/Dissertao_Mrcia_Rique_PDF.html

2010 - MARLENE RODRIGUES GOMES DA SILVA. A metáfora na linguagem da Terapia Comunitária. Estudo de caso com pais de alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental de uma escola municipal de Ipatinga-MG. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em Educação e Linguagem. Mestrado Acadêmico.
http://www.4shared.com/document/y3YY6Vg2/A_metfora_na_linguagem_da_Tera.html

2010 – ANA LÚCIA COSTA A. SILVA. Terapia Comunitária como abordagem complementar no tratamento da depressão: uma estratégia de saúde mental no PSF de Petrópolis. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Saúde da Família, Curso de Mestrado em Saúde da Família, Universidade Estácio de Sá, com apêndice. (dois arquivos)
http://www.4shared.com/document/iPixdnLj/Dissertao_de_Ana_Lucia_da_Cost.html http://www.4shared.com/document/in-RyA6E/Apendice.html


2010 - FERNANDA LUCIA DE S. LEITE MORAIS. Rodas de terapia comunitária: espaços de mudanças para profissionais da estratégia saúde da família. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://www.4shared.com/document/kM_ufsbA/Dissertao_Fernanda_Morais.html

2009 - EDLENE DE FREITAS ROCHA. A Terapia Comunitária e as Mudanças de Práticas no SUS. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://www.4shared.com/document/vws1an9i/Dissertao_Edlene.html

2009 - FÁBIA BARBOSA DE ANDRADE. A terapia Comunitária como instrumento de inclusão da saúde mental na atenção básica: avaliação da satisfação dos usuários. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://www.4shared.com/document/d83dPyad/Dissertao_fbia.html

2009 – LUCINEIDE ALVES VIERA BRAGA. Terapia Comunitária e Resiliência: histórias de mulheres. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://www.4shared.com/document/wleUM_AY/Dissertao_Lucineide.html

2009 – MAURA VANESSA SILVA SOBREIRA. Repercussões da terapia comunitária no processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família: um estudo representacional. Dissertação Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Curso de Mestrado em Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
http://www.4shared.com/document/QeBdprGm/dissertaao_maura_sobreira.html

2008 - DAYSE GOMES SOUSA DE OLIVEIRA. A História da Terapia Comunitária na Atenção Básica em João Pessoa/Pb: Uma Ferramenta de Cuidado. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://www.ccs.ufpb.br/ppgeold/dissertacoes2008/dissertacaodayse.pdf

2006 – FERNANDA JORGE GUIMARÃES. Repercussões da Terapia Comunitária no cotidiano de seus participantes. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba.
http://www.ccs.ufpb.br/ppgeold/dissertacaoes2006/dissertacaofernandajorge.pdf

2006 - VIVIANE ROLIM HOLANDA. A Contribuição da Terapia Comunitária para o enfrentamento das inquietações das gestantes. Dissertação. Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Mestrado em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba. http://www.ccs.ufpb.br/ppgeold/dissertacaoes2006/Viviane%20Rolim%20de%20Holanda%20-%20Disserta.pdf

2005 - AMILTON CAMARGO. Tempo de falar e tempo de escutar: A produção de sentido em um grupo terapêutico. Programa de Pós Graduação em Psicologia. Curso de Mestrado em Psicologia. Universidade São Marcos.
http://www.4shared.com/document/UNepYotL/Dissertacao_Amilton_Camargo.html












domingo, 3 de outubro de 2010

Entrevista de Adalberto Barreto à Rede Nacional de Mobilização Social

Em 2007, o prof. Adalberto Barreto concedeu uma entrevista à Rede Nacional de Mobilização Social, sobre a Terapia Comunitária. Ela pode ser acessada no seguinte link:

http://www.coepbrasil.org.br/portal/publico/apresentarConteudo.aspx?CODIGO=C200832920140625&TIPO_ID=3

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Resiliência, quando a carência gera competência

Toda carência gera uma competencia. A resiliência, um dos pilares básicos em que se apóia a Terapia Comunitária, se refere ao saber que a pessoa adquire ao longo da sua vida, pela experiência, a luta, as vitórias sobre dores que poderiam te-la quebrado ou, de fato, a quebraram durante anos.

Quando a pessoa emerge vitoriosa do processo de estranhamento de si mesma, quando ela recupera a sua autoestima, aprende que ela é alguém de valor sem igual na sua vida, alguém que por ter vencido todas as batalhas que se apresentaram até o momento atual, é dona de um saber e de um poder que nada deve a ninguém, mas apenas a si mesma.

Tendemos a valorizar em demasia algo que lemos, uma ajuda que recebemos, alguma pessoa ou muitas, a quem atribuimos valor enorme na nossa vida. Mas sem a nossa decisão de vencer, teriamos sucumbido. As pessoas do meio popular valorizam muito o saber aprendido na escola da vida.

A Terapia Comunitária reforça esta atribuição de valor, enfatizando que cada um é doutor na sua própria experiência. Saber que se aprende nos livros e nas escolas, o saber técnico-científico, na substitui mas se complementa com o saber experiencial, o que foi adquirido no dia a dia, ao longo dos anos, na luta contra circunstâncias adversas, quer seja na família, a primeira escola de cada um, quer na escola ou no trabalho, na vizinhança, nas distintas esferas sociais de atuação.

A pessoa resiliente valoriza os gestos de ajuda que recebeu e recebe ao longo da vida. Ela se nutre da generosidade, da infinidade de atos de amor que a acolheram e ampararam ao longo das vicissitudes que teve de atravessar. Ela sabe que cada um, cada ser humano, é a soma de infindáveis atos e gestos de colaboração que deram por resultado o ser que cada um de nós é agora.

A vida adquire um valor inestimável desde esta perspectiva, em que tudo que somos reúne os nossos ancestrais, os amigos que fomos tendo nas distintas etapas da vida, as lutas que tivemos que enfrentar, os ambientes e experiências adversos pelos que tivemos que atravesar, as vitórias que nos foi dado obter. Somos uma soma de atos de amor.

A pessoa resiliente sabe disto, e age em conseqüência, valorizando cada pequena coisa. É comum em famílias de imigrantes ou pessoas que sofreram necessidades como fome ou escassez, valorizar uma migalha de pão, uma gota de água, um pedaço de comida, um olhar de compreensão, uma escuta calorosa e atenta.

Quando a pessoa se vê na trama da vida, na teia da vida, como costumamos dizer na Terapia Comunitária, ela não dispensa nada, e o que a faz sofrer a faz crescer. Ela descobre isto na sua formação como terapeuta comunitário, quando reconhece o processo do qual é resultado. Si se sentiu abandonada, não querida, torna-se amorosa, sensível ä dor alheia, capaz de se doar sem nada esperar, sabendo da alegria de poder se integrar amorosamente na vida dos outros.

Se foi problema, tende a ser solução. Se se sentiu um estorvo, sabe acolher. No processo de se tornar terapeuta comunitário, a pessoa aprende a se tornar cada vez mais autônima, mas senhora de si, na medida em que sai do papel de vitima para o de vencedor. A complementação do saber científico com o experiencial, oriundo da vida e das vivências que cada pessoa passou e passa, cria essa capacidade resiliente que torna o individuo forte naquilo em que foi mais débil.

É a transformação da fraqueza em força, e cada ser humano é capaz de descobrir e descobre que isto ocorre na vida de cada pessoa. Neste sentido, pode-se dizer que é a vitória do ser humano sobre a adversidade. Eterna epopéia infindável em que todos estamos involucrados, e que não termina enquanto há vida.